A verdade é que tinha medo de flexibilizar seus próprios conceitos. Ao pensar no assunto, achava que com isso perderia o controle sobre si mesma.
Sem poder mais resistir à pressão que colocou nos próprios ombros, ela foi atrás de Carla para fazer o que afinal era a única coisa que entendia como certa:
- Carla, eu preciso dizer uma coisa.
E assim contou todos os detalhes do ato que tanto lhe envergonhava. Carla ouviu tudo, sempre atenta, compreendendo o quanto aquele momento de confissão representava para Ana. Ao final, virou-se para a amiga e disse:
- Está tudo bem.
- Não, Carla, não está. Você precisa me perdoar.

- Eu já te perdoeei. Há muito tempo.
Ana ouviu aquela frase e deixou ela penetrar-lhe de forma dolorosa até. Pensou um pouco, respirou com dificuldade, e completou.
- Mas eu não.
Um comentário:
Perdoar a Ana é tentador, mas nem por isso menos doloroso. Significa?
Adoro seu blog, querido!
Beijo.
Postar um comentário