A verdade é que há muito tempo eu não escrevo como nos áureos tempos de Gautama. Não que o pseudônimo fizesse a diferença. Eu não me restrinjo, não me atormento, não perco meu tempo com medo de qualquer parte de mim.
É que às vezes simplesmente falta inspiração. Ou seria tudo apenas um exercício estritamente físico? A inspiração é um engodo que os poetas usam para tornar mais interessante o pífio resultado de uma equação neurológica chata, entediante. Será?
E eu? Que faço eu dessa vontade louca de escrever aquilo que não se revela? Agonia lancinante! Querer e não poder é um grito de dor preso em uma garganta inflamada de frustração e pus. E como toda a ferida da alma, requer mãos postas, joelhos dobrados e prece:
"Senhor/Senhora dessa rosa e desse lírio
Vele(m) meu pensar, meu querer, o meu delírio
Eu que vago só pelo mundo torturado:
É puro capricho de um menino tão mimado
Venha a graça de uma singela lembrança
Venha, venha uma doce bem-querança
A lágrima escorrida de um rosto maltratado
Um espasmo filosófico de um desejo embriagado
E façam da vida o que quer que se queira
Do começo, meio e de todo o meu fim.
Escorre o sangue/seiva, a poesia faceira,
Mas deixa o resto... o resto do pouco de mim."
Um comentário:
Me vi nesse texto! =o
E não consigo nem falar sobre ele do tanto que gostei!
Apenas, #Perfect!
Parabéns!
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