Atualmente, os papos das minhas mesas de bar sempre envolvem corações desesperados.
Alguns com medo de se entregar à pessoa amada (homens ou mulheres, héteros ou gays). Outros com medo de se entregar ao próprio espelho. Mas todos, todos esses corações sentem exatamente a mesma coisa: medo de sofrer.
O agir impulsivo é quase uma não-opção. Quando tudo é metodicamente calculado, a natureza das relações pesam como uma bigorna. E é nesse momento que cabe a cada um de nós se reconstruir, se adaptar, se aceitar cada vez mais. E aí então perceber que o outro é tão somente uma extensão do sentimento mais forte que nos invade. E isso pode ser uma bênção... ou uma maldição.
O medo é universal.
O amor também.

2 comentários:
Hummm... Então devo ser a exceção que confirma a regra. Mas já fui regra. Hoje, neste exato momento, pulei de cabeça, sem medo de batê-la no fundo. Vamos ver se recebo a pancada ou volto à tona.
Por isso, vendo os dois lados, dos que calculam os riscos e dos que pulam no abismo, o medo realmente é universal.
Pelo menos o amor também é! :^)
Abraços,
Vlad.
Voltei a tona necessitada por respirar um pouco.
E mais uma vez decidida a não pular mais nesse oceano de sensações que um amor pode causar!
Prefiro viver na base do "Live and let die!"
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