"Prezadas famílias de comercial de margarina, células fundamentais da nossa sociedade, núcleos familiares formados por um pai provedor-bonachão-de-bigodes, mãe-de-avental-fazendo-bolinhos-de-chuva-no-Domingo-de-tarde e crianças-loiras-e-sapecas-comendo-seus-sucrilhos-no-café-da-manhã: Nós os gays, também chamados de bichas, viados, boyolas existimos!
Talvez vocês não tenham reparado, mas aquele tio solteirão, o primo que raramente comparece às festas de família e sempre que vai, leva um amigo, sãos gays. Desculpem-me avisá-los assim, mas há entre nós senhores de respeitável aparência e família solidamente formada e mulheres eternamente insatisfeitas com os maridos que, uma única vez, numa Quinta à noite tocaram suas amigas por sobre a blusa. Isto e pegações em lugares escuros, encontros fortuitos e uma psique destroçada era todo o possível para nós, as bichas, até algumas décadas atrás.
(...)"
Esse texto não é meu, é de uma das pesssoas mais queridas que conheço. Mais do que isso, um irmão que ganhei de presente... um irmão de quase sangue. E o texto do Rafa não para por aqui: com esse estilo contundente e preciso, ele toca na ferida, fala por muitos, denuncia um cansaço latente que a massa heteronormativa não faz questão de notar.
Quer ler a íntegra? Então acesse o "Tanta Coisa". Você não vai se arrepender.
2 comentários:
Li na íntegra antes de entrar aqui. Mas daí entrei aqui e vi o link. Rafa irmão seu? Curioso.
Oi Guy.
E eu posso te garantir que essa fraternidade começou e se desenvolveu muito antes da mera relação virtual.
O Rafa sempre foi presença marcante nos melhores momentos da minha vida.
Beijo pra ti.
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